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Crianças interagindo. empatia

Como Ensinar Empatia

03/09/2026

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Em um mundo cada vez mais acelerado e conectado, onde as interações presenciais perdem espaço para as telas, ensinar empatia tornou-se uma urgência. Não por acaso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui, entre as competências gerais, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais como a empatia, a cooperação e o respeito às diferenças.

O que a pesquisa mostra sobre empatia na infância

A psicóloga Christiane Reis, do grupo Prontobaby, explica que a empatia não é uma capacidade com a qual já se nasce, mas que precisa ser aprendida e cultivada. É como um hábito que deve ser estimulado e trabalhado desde cedo, tanto em casa quanto na escola .

É na primeira infância, período que vai do nascimento até os seis anos, que o cérebro passa pelo maior número de conexões neurais, criando uma janela de oportunidade para todo tipo de aprendizado

Estudos recentes indicam que programas de inteligência socioemocional voltados ao fortalecimento do autoconhecimento e da empatia têm eficácia reconhecida na literatura e podem ser implementados em contextos escolares e familiares, com resultados expressivos no comportamento e na convivência entre crianças.

A Unesco, desde a pandemia, tem alertado que o medo e o estresse causam impacto prejudicial à saúde e à capacidade de aprender, e recomenda que o desenvolvimento de habilidades para a aprendizagem social e emocional seja ofertado de forma permanente na educação. A entidade defende que essas habilidades viabilizam comportamentos para lidar com situações estressantes com calma, reações emocionalmente equilibradas e fortalecem o pensamento crítico.

Como o Colégio Diversitas desenvolve a empatia?

No Colégio Diversitas, a empatia não é tratada como um tema isolado, mas como um valor que atravessa todas as atividades e todas as relações. Acreditamos que educar para a empatia é educar para a vida, porque uma criança que aprende a compreender o outro cresce mais preparada para construir um mundo mais justo.

O Líder em Mim

Nosso programa baseado nos 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, com endosso da CASEL (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning), incentiva os alunos a serem protagonistas de suas vidas. Por meio de atividades lúdicas e projetos colaborativos, trabalhamos proatividade, comunicação não-violenta e resolução de conflitos — habilidades que estão no coração da empatia.

Veja também: Líder em Mim - A Escola Auxiliando na Formação Socioemocional do Seu Filho 

Projetos de leitura e literatura

A literatura é uma ferramenta poderosa para desenvolver empatia. Através das histórias, as crianças podem viver e ver pelos olhos de outras pessoas . Nossos projetos, como Biblioteca de Sala, Passaporte da Leitura, Sacola Mágica e FLID, colocam os alunos em contato com personagens e realidades diversas, convidando-os a perguntar: "o que você faria no lugar dele?".

Veja também: Projetos que Incentivam a Leitura no Colégio Diversitas

Trabalhos em grupo e atividades colaborativas

O convívio social é fundamental para que a criança entenda que o mundo não gira em torno dela . Nosso JIDI (Jogos Internos), os trabalhos de campo e os projetos interdisciplinares criam oportunidades para o aprendizado do trabalho em equipe, do respeito às diferenças e da cooperação.

Como ensinar empatia na prática

Ensinar empatia não exige apostilas caras nem fórmulas mágicas. Exige presença, escuta e intencionalidade. Algumas estratégias simples e eficazes podem ser adotadas em casa e na escola:

Dar nome às emoções. Crianças pequenas não sabem identificar o que sentem. Ajudá-las a nomear a raiva, a tristeza, o medo e a alegria é o primeiro passo para que possam reconhecer esses sentimentos nos outros. Frases como “você está frustrado porque não conseguiu montar o brinquedo?” ensinam a criança a associar a sensação à palavra.

Ler histórias que provocam empatia. A literatura infantil é uma ferramenta poderosa. Livros que mostram personagens passando por dificuldades, enfrentando preconceito ou aprendendo a lidar com diferenças convidam a criança a se colocar no lugar do outro. A leitura compartilhada, seguida de perguntas como “o que você faria no lugar dele?”, amplia a capacidade de compreender sentimentos alheios.

Modelar o comportamento. Crianças aprendem muito mais pelo que veem do que pelo que ouvem. Quando os adultos tratam os outros com gentileza, escutam com atenção e demonstram preocupação genuína, estão ensinando empatia pelo exemplo. O oposto também é verdadeiro.

Criar momentos de escuta ativa. Rodas de conversa, em que cada criança fala e as outras ouvem sem interromper, ensinam a importância de dar atenção ao que o outro tem a dizer. Esses momentos ajudam a desenvolver a escuta empática, que é a base para compreender as necessidades alheias.

Incentivar a cooperação, não a competição. Brincadeiras e jogos que exigem trabalho em equipe, em vez de disputa individual, ensinam que o sucesso coletivo é mais importante do que vencer sozinho. Atividades cooperativas estimulam a ajuda mútua, a negociação e a compreensão de que todos têm algo a contribuir.

Ensinar a resolver conflitos com palavras. Em vez de resolver os desentendimentos pelas crianças, os adultos podem mediar situações de conflito, ajudando-as a expressar o que sentem e a ouvir o que o outro tem a dizer. Esse processo ensina que os conflitos são naturais, mas podem ser resolvidos com diálogo e respeito.

Quer saber mais como o colégio Diversitas pode te auxiliar nessa construção de um indivíduo mais empático? Entre em contato conosco clicando aqui. 


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